sexta-feira, 1 de junho de 2018

Aborto é assassinato to SIM! - Pedro Henrique





Aborto é ASSASSINATO SIM!

“O princípio absoluto da vida, hoje, é o limiar de sensatez que impede o planeta de viver numa anarquia de princípios; que impede que o ego humano aflore toda a sua animalidade assassina, tornando gulags e campos de concentração uma regra política e não uma exceção tirânica, como de fato é”.

Existem debates que afloram na sociedade patologias de ordem ideológicas e argumentações grotescamente falaciosas. Patologias e argumentações estas que, se compreendidas sem paixões, mostram-se patéticas e sem fundamentos, no caso do aborto isso é latente.

O princípio absoluto da vida, hoje, é o limiar de sensatez que impede o planeta de viver numa anarquia de princípios; que impede que o ego humano aflore toda a sua animalidade assassina, tornando gulags e campos de concentração uma regra política e não uma exceção tirânica, como de fato é.

A vida é um valor absoluto, independentemente de qual situação a pusermos, por exemplo, num caso de morte de um criminoso que atentou contra a vida de um cidadão qualquer, tal morte se deu em vista da defesa da vida da vítima (cidadão) frente ao ato criminoso do infrator (bandido). No fim, a morte do criminoso, neste caso, foi uma ação de defesa da vida do cidadão que viu a sua própria existência ameaçada pelo querer assassino de outro. Ainda que no ato extremo que descrevo isso depreendesse o ceifar da vida daquele que colocou o crime acima do valor da existência de outrem, a vida mostra-se como valor absoluto, o valor da vida de uma vítima é mais sagrado que tudo, e, para garantir a segurança da existência da vítima, o direito natural permite a morte daquele que se acha no direito de tirá-la. Isto se chama legítima defesa.

O aborto é claramente uma violação deste princípio, aliás, é a violação mais cortante e absurda a deste princípio. Dentre todos os seres humanos vivos nesse momento, os mais vulneráveis e indefesos são os não-nascidos, eles não possuem nenhum mecanismo de defesa eficaz contra atos de terceiros que atentem às suas vidas. Não há nada mais imaculado do que o sangue de um feto, em nenhuma era cogitou-se como plausível a morte de um feto como algo minimamente possível e, ao mesmo tempo, um direito — a não ser na doentia sociedade em que jazemos.

O primeiro problema suscitado neste debate — problema este suscitado pelos favoráveis ao aborto, é claro — trata-se da conceituação de “vida” e o dado primário do momento em que há vida no embrião.

A ciência não é capaz de dizer o que é vida, a não ser que tipifiquemos a vida num dado espaço corporal do homem. Por exemplo, a vida está no lóbulo frontal; está no córtex central; está no sangue, como acreditam as testemunhas de Jeová; está na vitalidade dos cabelos, como diz o conto de Sansão; ou, talvez, se encontre na carne, como acreditavam e acreditam as tribos canibais.

É simplesmente absurdo determinar a vida a partir de um pedaço corpóreo. A vida é uma conceituação filosófica e, para os crentes, teológica. A ciência simplesmente não é capaz de dizer o que é vida, porque a vida não é uma conceituação puramente material, mas sim metafísica. A vida é um composto substancial que anima a matéria corporal e lhe dá ação e sentido de ser, o antropos só existe a partir de uma composição de essência e matéria. Se assim não cremos, teremos de localizar, através de um mapa bem estapafúrdio, os cavernosos caminhos carnais de onde assenta-se a vida humana no corpo; voltando a crer, assim, em conceitos tão antiquados e pueris que não merecem nada mais que desprezo.

Quando localizamos a vida num dado espaço do homem somos obrigados a acreditar que o encerramento, cerceamento ou impedimento da funcionalidade deste órgão, é justamente o final da vida. Sendo assim, por exemplo, alguns acreditam que a vida seja — ou se corresponda diretamente com — a consciência ou psique do ente. Ou seja, a interrupção ou o mau funcionamento da consciência, por qualquer motivo que se possa cogitar, é também a autorização para o descarte deste ser humano, pois a vida já não se encontra nele, ou, pelo menos, não se encontra plenamente. Assim sendo, o louco, torna-se um candidato perfeito para o abate ou descarte por mau funcionamento. Se a consciência é o fator conceituador da vida, então a falta ou falha dela significa que aquele ser não pertence mais a categoria dos vivos, ou dos plenamente vivos? Aceitar isso como verdade é um absurdo ontológico.

Se a vida não se dá na concepção, não há outro momento possível de localizar este instante. E, para aqueles que falarão que se trata do “ser humano” e não da vida, apenas questiono, qual a diferença? O ser humano não existe antes dos três meses, como quer o STF? Ele existe quando então? Com três meses e um dia? Que milagre é este que ocorre após 3 meses e um dia? Caímos, assim, no mesmo problema da “vida”. O ser humano passa a ser um atributo agregado ao corpo, onde o simples mau funcionamento da localidade corpórea da “ser humanidade” da pessoa, ou a inadequação temporal de desenvolvimento do embrião, seja na formação do cérebro ou no dedão do pé, já encerraria aquilo que o torna Homem o homem.

Ora, isto é um disparate argumentativo, um contrassenso de ordem ilógica que clama do mais alto palanque a burrice dessas inferências, é preciso ter mais fé para acreditar nessa argumentação do que o padre para acreditar na transubstanciação. Vejam, o que pedem eles para acreditarmos é que: primeiro, que a vida e a “ser humanidade” da pessoa surge a partir do desenvolvimento de uma área corpórea, e não na sua composição primária (concepção). Segundo, dizem que com 3 meses não há vida, todavia, com 3 meses e uma hora, há vida. É preciso que eu exponha a tolice disso? Estão pedindo para sublimarmos a razoabilidade de nossos intelectos para crer numa absurdidade dessa, carteirando uma pseudocientificidade como patente para suas argumentações. Que milagre estupendo é este que ocorre em alguns minutos após 3 meses que não ocorreu desde a concepção? A formação celular de um órgão? Um órgão é a própria vida? Que grandeza vertiginosa se dá com o feto a partir desse momento que possa patentear juristas e cientistas a começarem a definir o que é vida? Por favor, sejamos minimamente racionais.

De ordem prática, quando percebemos tais inconstâncias argumentativas, começamos ir para argumentos ainda piores, carregados de falsos dados, apelações a argumentos emocionais, muitas vezes verdadeiras, é bom dizer, mas que não são usadas como caridade ao sofrimento das vítimas — como no caso do estupro seguido de gravidez — , mas como estratégia oportunista de militâncias.

“[…] no século em que a promiscuidade é regra, a fertilidade tornou-se maldição”
Para não nos alongarmos muito no artigo, recomendo que ao terminar de ler o este texto, sigam ao rodapé e procurem o vídeo da Drª Isabela Mantovani[1]. A Drª Isabela simplesmente trucida os dados mentirosos dos abortistas, dados estes de Ongs, e organizações bilionárias que financiam abortos no mundo todo. Um exemplo são os dados da ONU que afirmam existir um milhão (1.000.000) de abortos por ano no Brasil, resultando na morte de 200 mil mulheres nesse mesmo período, o problema é que não se mostra a fonte da pesquisa e nem como ela foi realizada. Os dados são coletados por empresas ligadas — ou criadas — por organizações que militam abertamente a favor do aborto no mundo todo. Por exemplo, a estimativa de que há um milhão de abortos por ano no Brasil é um dado do Instituto Alan Guttmacher — dado esse vociferado pela ONU como uma verdade inconteste. O Instituto Alan Guttmacher é ligado diretamente com a IPPF, a grande multinacional do aborto, talvez a maior empresa do aborto no mundo. Empresa essa que financia abertamente Ongs e militâncias pró-aborto no mundo todo.

Como se já não fosse suspeito tal ligação, posteriormente, com as pesquisas da Drª Isabela, ela mostra que tais dados são simplesmente mentirosos, pois não há ligação de causa e efeito entre as internações de grávidas que sofreram abortos espontâneos e abortos provocados, e caso fossem reais tais dados ainda faltariam a confirmação médica da morte pelo motivo apresentado. Assistam o vídeo.

Como disse, os argumentos tendem a piorar à medida que avançamos no debate, talvez a próxima justificativa seria que a mulher tem direito de abortar porque o corpo é dela, e sendo dela, ela faz o que quiser.

Todavia, este não passa de mais um argumento falacioso, argumento de repetição burra, feito para pessoas que têm preguiça de refletir sobre esse discurso, aceitando, assim, qualquer grito militante como uma verdade dogmática. O corpo do feto não é o corpo da mãe, o feto é dependente, entretanto, diferente. Isto significa que o feto possui uma vida intrauterina na mãe, mas a vida sua é algo diferente da vida da mãe. O feto crescerá, se desenvolverá, nascerá e continuará se desenvolvendo numa vida independente. Sendo assim, o argumento de que a mãe faz o que quiser com o corpo dela, inclusive o aborto, é uma mentira, pois o aborto não é um ato somente contra o seu corpo, mas um ato de morte contra seu filho, um ser composto de seu gene, não obstante, diferente dela.

Ou seja, o aborto é a intromissão antinatural da mãe (ou de outros) na vida do feto, que, por lei, já possui direitos, e o principal e mais basal direito, o da vida. “O artigo 2º do Código Civil de 2002 expõe: ‘A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro’”[2]. Justamente porque, se não for na concepção o momento inicial da vida, simplesmente não haverá outro momento, a não ser que aceitemos alegorias argumentativas e mentiras pseudocientíficas que já expliquei acima.

No caso do estupro temos o mais banal das argumentações, mas a mais sofisticada, no que se refere ao apelo ao sentimentalismo. Entretanto, antes de iniciar a explicação dessa argumentação e a sua refutação, temos de considerar o fato cru. O estupro é, sem dúvidas, um dos crimes — se não for o crime — mais repugnantes que há na sociedade, simplesmente é um crime de violação tão pessoal e tão brutal que sinceramente me sinto inclinado a me contradizer e pedir pena de morte aos estupradores.

Por Pedro Henrique

https://blogdocontra.com.br/aborto-%C3%A9-assassinato-sim-senhor-a-acb360cd325b

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