quinta-feira, 24 de maio de 2018

Quais os limites da arte




"Diante de uma obra que desagrada, é comum as pessoas dizerem "isso não é arte". É possível traçar parâmetros do que é ou não é arte?".

SOLANGE FARKAS Falando do caso do Queermuseu eu reitero aqui o manifesto do Conselho Internacional de Museus, do qual sou associada. Eles fizeram um manifesto sobre essa questão que fala que o museu pode ser um mediador de conflitos atuando nas grandes questões que incomodam a sociedade, que distanciam os povos. Abrir-se a um conflito não significa nele mergulhar de forma passiva, significa, sim, lutar contra todo tipo de desigualdade, viver o incômodo de posicionar-se em momentos de pressão, de buscar um lugar de gestor do conflito, tentando compor entre realidades diametralmente opostas. Embora não tenha autoridade absoluta para dizer o que é ou não arte, e isso nem seria desejável, os museus e outras instituições culturais podem fornecer às pessoas parâmetros possíveis para que elas mesmas entendam o que é ou não relevante como arte, tanto para cada um como para a sociedade como um todo. Uma instituição cultural tem que assumir sua posição de fomentar esse diálogo e furtar-se a isso é negar a sua própria razão de existir.

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/09/16/Quais-os-limites-da-arte-segundo-tr%C3%AAs-especialistas

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